Marco Aurélio Alves Costa Desde muito criança ouvi avós e uma bisavó contando sobre a saga de nossos antepassados bandeirantes, sobre o fausto vivido à época em que a cafeicultura foi, no século XIX, a mola mestra da economia do Brasil. A beleza dos saraus, as tradicionais festas religiosas, as dificuldades do dia-a-dia, as disputas políticas, a grande tristeza da escravidão, os segredos de alcova, as duas revoluções sangrentas que marcaram profundamente nossa família: a Liberal, de 1842, e a Constitucionalista, de 1932... Muitas dessas histórias cercam-se de mistérios. O episódio de 1842, entretanto, é o que se apresenta, para mim, revestido de maiores contradições, principalmente no que tange ao assassinato do Capitão Manoel José da Silveira (1794/1842).
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