Ocílio José
Azevedo Ferraz nasceu em Silveiras no dia 22 de maio
de 1938. Suas primeiras letras e vivências artísticas, históricas e
culturais ocorreram em Cachoeira Paulista e logo depois em Lorena. Faz
parte daqueles milhares de nascidos na região que teriam de se realizar
fora dela. Assim, chegou a São Paulo em 1957, mas sempre avaliava um
retorno às suas origens. Estudou, trabalhou, entrou no mercado de
capitais, casou-se e adquiriu propriedade rural em Caçapava, realizando o
seu objetivo de retornar ao Vale do Rio Paraíba Paulista. Percebia sua
fascinante diversidade cultural, histórica, ambiental, arquitetônica,
musical, gastronômica e dos valores humanos raramente divulgados, mas de
grande importância para ele. Motivado, estimulou a implantação de
instituições preservacionistas em toda a região. Em sua fazenda Gramado,
em Caçapava, implantou pioneiro núcleo de educação ambiental, cultural,
rural e gastronômica, com resultados multiplicadores pela ousadia na
percepção de talentos, nos mais singelos ambientes rurais e urbanos
daquele município. Indicado por instituições e ONGs, fez parte do
Conselho Estadual do Meio Ambiente, no governo Franco Montoro (as
primeiras APAs brasileiras), no governo de Mário Covas foi membro do
Conselho Estadual de Turismo e, no Governo de Geraldo Alckmin, do
Conselho Estadual de Cultura, no qual destacou a importância dos povos
indígenas na formação da alma do paulista. Ocílio, desde 1988, reside em
sua Fazenda do Tropeiro, em Silveiras, onde mantém um restaurante com o
próprio nome. Membro da Academia Brasileira de Gastronomia, reconhecida
internacionalmente. Suas publicações fazem parte também da Biblioteca
do Congresso Norte Americano.
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